Um hipster chamado Tony Montana

Ruivo, óculos de armação grossa, barba grande, camisa xadrez, calça jeans marrom e um allstar. Esse é Tony Montana, que também gosta de escrever roteiros de filmes que jamais serão filmados, tocar violão – principalmente os folk rocks mais undergrounds que você provavelmente nunca ouviu falar – e de pintar grandes obras da arte expressionista dadaísta.

Ele é o meu personagem no The Sims Social.

Tony Montana

Vejo uma constante interessante nesse jogo em que a gigantesca maioria das pessoas resolvem fazer cópias de si mesmo dentro do jogo. Não curto isso. Fora a estranheza em agir diretamente com a pessoa e não com o personagem pois pode até ser “tudo brincadeira” mas faz tu refletir antes de sugerir um oba-oba com um avatar virtual idêntico à sua amiga cujo namorado é um sujeito 3x maior que você.

Já cansa ser eu na vida real, realmente preciso ser eu na vida virtual também? Considero uma das grandes vantagens dos mundos virtuais o escapismo. Atropelar pessoas na vida real não é algo muito educado a se fazer mas atropelar fileiras de Hare-Krishinas no GTA é uma sublime maneira de se relaxar.

Hare Krishna

Sempre ao jogar RPGs (o bom e velho com dados, fichas e livros) eu tento ao máximo abstrair minha personalidade dos personagens criados. Tendo a oportunidade de “viver” num mundo fantástico nos limites do que sua imaginação pode criar por que se prender às sua própria maneira de agir? Curto fazer personagens de personalidade bem diferente da minha e com ações condizentes com o que é proposto.

Todo mundo já deve ter pensado com um dia acordar sendo outra pessoa e suas ações não terem consequências. Os jogos meio que possibilitam isso e muita gente não aproveita essa oportunidade.

O desafio então é não ser um loser também no virtual.

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2 respostas para Um hipster chamado Tony Montana

  1. neendj disse:

    Curti o postculo…

  2. “Considero uma das grandes vantagens dos mundos virtuais o escapismo”
    Sempre pensei assim, e por isso não consigo entender quando alguém faz a associação videogame-violência.
    Eu sou extremamente violento nas oportunidades virtuais, pois sou o extremo oposto na vida real. Assim tem mais graça.
    Abraço!

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